ALÉM DA TELA: Como funcionam os transmissores e antenas da TV 3.0, a DTV+

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Fabricantes nacionais mostram a tecnologia MIMO de dupla polarização e a volta da transmissão em VHF para maior cobertura

A transição para a TV 3.0, ou DTV+, promete trazer interatividade, resolução 4K/8K e áudio imersivo. Mas essa transformação exige uma reformulação profunda nos bastidores. Há alguns dias, durante a SET Expo 2026, a principal feira de tecnologia, mídia e entretenimento da América Latina, os fabricantes nacionais de infraestrutura de radiodifusão revelaram como funcionam os novos transmissores e sistemas de antenas necessários para colocar o sinal da nova televisão aberta no ar. 

Ao contrário do sistema digital atual (TV 2.5), em que um único transmissor envia o sinal em apenas uma direção de onda, a TV 3.0 adota a tecnologia MIMO {que significa Multiple Input, Multiple Output}. Na prática, as emissoras precisarão operar com uma estrutura duplicada: são dois transmissores trabalhando ao mesmo tempo, um dedicado à polarização horizontal e outro à vertical. Essa transmissão combinada garante que o sinal chegue com muito mais força a smartphones, TVs conectadas e receptores veiculares, reduzindo as tradicionais áreas de sombra e "pontos cegos" nas cidades.

Além da duplicidade de transmissores, o parque de antenas nas torres de transmissão também passa por uma grande atualização. Para dar conta da tecnologia MIMO, as estações de rádio e TV utilizam arranjos formados por múltiplos painéis diretivos dispostos em diferentes ângulos nas torres. Essa configuração exige a passagem de dois cabos de alta potência subindo a estrutura, garantindo 'cobertura 360' e mantendo a estabilidade da transmissão mesmo sob condições climáticas adversas ou terrenos acidentados. 

Outra novidade importante da DTV+ é a expansão para faixa de VHF (canais 7 a 13 e banda estendida), operando em paralelo com o UHF tradicional. Como as ondas de VHF possuem comprimento maior, elas têm capacidade superior de reflexão e transposição de obstáculos naturais, o que trará ganho de qualidade para moradores de regiões serranas ou cidades com relevo muito acidentado. Caso um dos transmissores apresente falha técnica, o sistema continua funcionando na outra polarização, garantindo que a emissora não fique fora do ar. 

 Como a TV 3.0 vai chegar à Nova Parabólica Digital e à TV Paga 
O alcance da revolução tecnológica da televisão no Brasil não ficará restrita as antenas terrestres VHF/UHF das grandes metrópoles. Em análise do canal Aprendemos Juntos [pelo Youtube], baseada em dados do portal Telesíntese, foi detalhada a proposta do protocolo TVRO 2.5, uma adaptação direta dos pilares da TV 3.0 (DTV+) para a TV aberta via satélite (nova parabólica digital) e para a TV paga. 

Ficha técnica e especificações da infraestrutura da TV 3.0

_ Tecnologia de transmissão: Sistema MIMO (Multiple Input, Multiple Output) com emissão simultânea em polarização horizontal e vertical.

_ Arquitetura do rack: Equipado com transmissores duplos independentes, contando com controle, modulador, excitador e gavetas de potência dedicadas para cada polarização.

_ Faixas de frequência: Operação híbrida em UHF (canais 14 ao 59) e adição da faixa de VHF (canais 7 ao 13 e VHF estendido). 

_ Sistema radiante {Antenas}: Arranjo modular de painéis de banda larga instalados na torre de transmissão, alimentados por duas linhas físicas de cabos coaxiais.

_ Redundância e resiliência: Operação contínua do sinal em uma das polarizações em caso da falha pontual em um dos transmissores do rack.

_ Recursos adicionais: Integração de transmissores de rádio e TV com sistemas de emergência da Defesa Civil para disparo automatizado de alertas de desastres naturais. 

Com informações do site Além Da Tela, do dia 02 de setembro de 2026.
Veja mais detalhes acessando = https://alemdatela.com/como-funcionam-os-transmissores-e-antenas-da-tv-3-0-a-dtv/ 


 

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